quarta-feira, 18 de julho de 2007


Podemos às vezes ofender com palavras, mas também podemos ofender muito mais o com silêncio.

Nenhum insulto pronunciado jamais feriu tao profundamente como a ternura que esperamos e não recebemos.

Ninguem jamais se arrependeu tao amargamente de uma indiscriçao pronunciada como das coisas que deixou de dizer...

terça-feira, 17 de julho de 2007

Os 2 lados do Mundo :*:*:*:

Enviara-me uma história...uma história que apesar de ser contada como tal é afinal mais que apenas uma simples historia nos nossos dias: é a realidade, realidade cruel que se vê mais a cada dia que passa...

Acho que está contada de uma forma extraordinária que não deixa indiferente quem a lê:

"Entrei apressado e com muita fome no restaurante. Escolhi uma mesa bem afastada do movimento, porque queria aproveitar os poucos minutos que dispunha naquele dia, para comer e acertar alguns bugs de programação num sistema que estava a desenvolver, além de planeara minha viagem de férias, coisa que há tempos que não sei o que são. Pedi um filete de salmão com alcaparras em manteiga, uma salada e um sumo de laranja, afinal de contas fome é fome, mas regime é regime não é?
Abri o meu portátil e apanhei um susto com aquela voz baixinha atrás de mim:

- Senhor, não tem umas moedinhas?
- Não tenho, menino.
- Só uma moedinha para comprar um pão.
- Está bem, eu compro um.
Para variar, a minha caixa de entrada está cheia de e-mail. Fico distraído a ver poesias, as formatações lindas, rindo com as piadas malucas. Ah! Essa música leva-me até Londres e às boas lembranças de tempos áureos.

- Senhor, peça para colocar margarina e queijo. Percebo nessa altura que o menino tinha ficado ali.
- Ok. Vou pedir, mas depois deixas-me trabalhar, estou muito ocupado, está bem?

Chega a minha refeição e com ela o meu mal-estar. Faço o pedido do menino, e o empregado pergunta-me se quero que mande o menino ir embora. O peso na consciência, impedem-me de o dizer. Digo que está tudo bem. Deixe-o ficar. Que traga o pão e, mais uma refeição decente para ele.
Então sentou-se à minha frente e perguntou:

- Senhor o que está fazer?
- Estou a ler uns e-mail.
- O que são e-mail?
- São mensagens electrónicas mandadas por pessoas via Internet (sabia que ele não ia entender nada, mas, a título de livrar-me de questionários desses):
- É como se fosse uma carta, só que via Internet.
- Senhor, você tem Internet?
- Tenho sim, essencial no mundo de hoje.
- O que é Internet?
- É um local no computador, onde podemos ver e ouvir muitas coisas, notícias, músicas, conhecer pessoas, ler, escrever, sonhar, trabalhar, aprender. Tem de tudo no mundo virtual.
- E o que é virtual?
Resolvo dar uma explicação simplificada, sabendo com certeza que ele pouco vai entender e deixar-me-ia almoçar, sem culpas.
- Virtual é um local que imaginamos, algo que não podemos tocar, apanhar, pegar... é lá que criamos um monte de coisas que gostaríamos de fazer. Criamos as nossas fantasias, transformamos o mundo em quase como queríamos que fosse.
- Que bom isso. Gostei!
- Menino, entendeste o significado da palavra virtual?
- Sim, também vivo neste mundo virtual.
- Tens computador?! - Exclamo eu!!!

- Não, mas o meu mundo também é vivido dessa maneira...Virtual. A minha mãe fica todo dia fora, chega muito tarde, quase não a vejo, enquanto eu fico a cuidar do meu irmão pequeno que vive a chorar de fome e eu dou-lhe água para ele pensar que é sopa, a minha irmã mais velha sai todo dia também, diz que vai vender o corpo, mas não entendo, porque ela volta sempre com o corpo, o meu pai está na cadeia há muito tempo, mas imagino sempre a nossa família toda junta em casa, muita comida, muitos brinquedos de natal e eu a estudar na escola para vir a ser um médico um dia. Isto é virtual não é senhor???
Fechei o portátil, mas não fui a tempo de impedir que as lágrimas caíssem sobre o teclado.

Esperei que o menino acabasse de literalmente “devorar” o prato dele, paguei, e dei-lhe o troco, que me retribuiu com um dos mais belos e sinceros sorrisos que já recebi na vida e com um “Brigado senhor, você é muito simpático!”
Ali, naquele instante, tive a maior prova do virtualismo insensato em que vivemos todos os dias, enquanto a realidade cruel nos rodeia de verdade e fazemos de conta que não percebemos! "

A vida é como um sonho feito de ilusões****




Ora aqui estamos...abertura oficial do meu blog..looool..bem, o nome tem a sua razão de ser..Existe uma frase, a qual eu gosto muito, que envolve estas duas palavras: "a vida é como um sonho feito de ilusões..."


Sinceramente não sei quando a vi pela primeira vez, mas de certo modo despertou-me a atenção e já foram várias as pessoas que me perguntaram acerca do significado ou o que pensava em relação a ela. Bem, quanto ao significado nao sei, cada um terá a sua interpretação e fará os seus juízos com as respectivas opiniões, quanto a mim, é exactamente isso que posso fazer: dar a minha opinião.


Portanto..porque é a vida como "um sonho feito de ilusões"?? Para mim, a ideia mais clara é pensar como nós próprios vivemos. Vivemos pela luta e perseguição constantes dos nossos sonhos, sonhos esses que muitos nem se irão realizar, não passando exactamente de ilusões...Outra ideia poderá ser pensarmos de outra perspectiva, vemos o mundo com os nossos olhos, vendo muitas vezes o que queremos ver e não o que a realidade realmente nos mostra, caindo assim num mundo de ilusões que nao existem, criando o nosso próprio mundo...criamos expectativas acerca daquilo que nos rodeia e ficamos desiludidos quando isso afinal nao correspondia aquilo que pensamos...


Terá ainda, certamente, outros pontos por onde explorar, isso agora depende da imaginação e sentido que esta frase tão pequenina e pelos vistos tão cheia de significado, deixar transparecer a cada um..


Mas uma coisa é certa, se não existissem esses sonhos, esse mundo da fantasia e ilusão e de certo modo de imaginação, talvez a vida não tivesse a riqueza e significado que possui...